Entenda como funcionarão os Itinerários Formativos no Novo Ensino Médio

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Estudantes terão a oportunidade de escolher área do conhecimento e até cursos de nível técnico para aprofundamento

 

Dentre as diversas novidades apresentadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o novo Ensino Médio, os Itinerários Formativos são os que mais têm gerado dúvidas e confusão. Mas é de se esperar, já que diversos ajustes e reajustes foram (e são) costurados ao longo desse processo, que objetiva alcançar o mais próximo possível de uma educação realista, praticável e que realmente faça a diferença na trajetória dos nossos estudantes.

Segundo a definição do Ministério da Educação, os itinerários formativos são o conjunto de disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras situações de trabalho, que os estudantes poderão escolher no ensino médio. Ou seja: as escolas terão de oferecer caminhos mais segmentados para uma imersão do estudante numa determinada área. Dessa forma, o aluno terá mais vivência com determinado “ecossistema” de conhecimentos, possibilitando uma maior segurança para o estudante entender e encontrar a área de atuação profissionais que mais lhe apetece, por exemplo.

Na prática, seguindo as diretrizes alinhadas pelo MEC, os itinerários formativos podem se aprofundar nos conhecimentos de uma área do conhecimento (Matemáticas e suas Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas). Também em conhecimentos da formação técnica e profissional (FTP) ou mesmo nos conhecimentos de duas ou mais áreas e da FTP. As escolas terão autonomia para tal definição, conforme seu contexto, possibilidades e interesses de sua respectiva comunidade.

Aí vem a inevitável dúvida: e como fica o ensino de outras áreas como ocorre atualmente? Será abolido? O MEC é bem claro ao afirmar que não.  Segundo o Ministério, “a proposta atual da BNCC, aprovada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), mobiliza conhecimentos de todos os componentes curriculares em suas competências e habilidades e, portanto, torna seu desenvolvimento obrigatório. Os currículos de referência das redes e os Projetos Pedagógicos das escolas que irão definir a organização e a forma de ensino dos conteúdos e conhecimentos de cada um desses componentes, considerando as particularidades e características de cada região”.

Isso quer dizer que, durante um período o estudante terá contato com as “disciplinas gerais” (Português, Matemática e Inglês), já conhecidas atualmente, e, noutro seguimento do seu programa de estudos, focará em uma área específica dentro do Itinerário Formativo escolhido. Vale lembrar que essa decisão não será absolutamente rígida. Se o aluno optar por trocar de área, poderá efetuar a mudança no período seguinte, sem problemas.

É justamente essa uma das funções da nova proposta: fazer com que o estudante encontre uma afinidade de modo que se sinta pleno, realizado e à vontade para um desenvolvimento específico, tornado a sua entrada na faculdade posteriormente mais assertiva, segura e com uma base mais sólida sobre os conhecimentos referência da área escolhida.

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