Luto e escola

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Como lidar de maneira responsável e sensível com o luto dos alunos?

Desde o começo da pandemia do novo coronavírus, mais de meio milhão de pessoas já morreram no Brasil. É difícil que um brasileiro ou brasileira não tenha perdido alguma pessoa querida ou no mínimo conhecida. Há um sentimento de luto coletivo e nossas crianças não estão livres de senti-lo.

O luto é uma reação à perda. Ele se manifesta como uma tristeza esperada e natural diante da morte. Não há como enquadrá-lo em um limite de tempo, determinando data de validade para seu fim, porque cada um o vive de forma individual. Tampouco há como prever seus sintomas, porque a percepção da dor também tem cunho pessoal.

A pessoa enlutada também não tem idade. Crianças e adultos, invariavelmente, sofrem ao perderem pessoas queridas. No caso das pessoas mais maduras, há uma compreensão do que a morte significa, enquanto no caso dos mais novos surge uma série de questionamentos sobre a finitude, além de adaptações abruptas na rotina quando um querido próximo falece e dificuldades em expressar sentimentos a respeito.

É aí que as pessoas do convívio da criança entram para desempenhar um papel de extrema importância que demanda sensibilidade e delicadeza. Em tempos pandêmicos, os professores precisam se preparar para lidar com a perda de seus alunos.  Essa tarefa está longe de ser fácil, mas seguem algumas orientações para que escola e educadores abordem o luto da maneira mais respeitosa e consciente possível:

1- Fale sobre a morte

Há um certo tabu gravitando ao redor da morte, mas precisamos falar sobre ela, para que as crianças e os adolescentes compreendam o que está acontecendo e o que estão sentindo. Se sua escola for confessional, vale trazer a esperança como um consolo.

2- Compreenda, acolha e escute

As crianças enlutadas podem manifestar o luto por meio de comportamentos que variam desde a raiva até o isolamento, passando pelo déficit de atenção que compromete o desempenho acadêmico. Os professores devem ter sensibilidade para compreender o momento, acolher o aluno e escutá-lo. A escola funciona como um lugar de diálogo e todo diálogo requer escuta.

3- Busque ajuda

No entanto, além de disposição para ajudar, faz-se necessário ter muita responsabilidade. Por mais que sejam bem intencionados, os professores não são profissionais da saúde mental. Quando perceberem que o luto deixou de ser natural para ser patológico, fale com os responsáveis da criança e recomende acompanhamento psicológico.

 

Cuidado

Não esqueça nunca que a escola tem valor afetivo para seus estudantes. Eles confiam em seus professores e gestores. A função de um profissional da educação, muitas vezes, ultrapassa o conhecimento técnico demandando uma virtude de caráter empático: o cuidado.

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