A riqueza que há no regionalismo

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O tema deve ser tópico de disciplina em sala de aula

 

Vamos começar com um exemplo clássico: aipim, mandioca, macaxeira. Três palavras diferentes que querem dizer a mesma coisa: uma raiz tuberosa que está presente em vários pratos da culinária brasileira. Quer mais? A velha e interminável rixa entre biscoito e bolacha.

Esses casos representam um fenômeno da língua portuguesa: regionalismo. Esse termo diz respeito ao uso de palavras e expressões características de regiões específicas. Em um país com território tão vasto quanto o Brasil, variações linguísticas são tão naturais quanto inevitáveis. E mais, elas fazem parte de nossa riqueza como nação.

O regionalismo está presente na literatura clássica brasileira. É possível notá-lo em trabalhos distintos de nossos escritores cujos livros acompanham o processo de ensino e aprendizagem que acontece dentro das escolas.

Podemos citar Jorge Amado como um típico exemplo do que estamos falando. Baiano nascido em Itabuna, o escritor colocou o regionalismo em suas obras. Seus romances sempre eram ambientados na Bahia e, inevitavelmente, carregavam palavras de lá.

Isso nos prova que o regionalismo tem que estar presente como tópico de disciplina, porque ele faz parte de nossa linguística e nossa literatura. Além disso, as escolas preparam alunos para o mundo e não apenas para suas bolhas. Ensiná-los sobre as diferenças os enriquece culturalmente e combate problemas graves como a xenofobia.

Como o aluno aprende sobre regionalismo?

Algumas salas de aula têm o privilégio de ser um ambiente intercultural, facilitar a troca entre os alunos de diferentes culturas é um ótimo exercício. Abrir rodas de conversas, promover mostras, sugerir dramatizações, pedir produções textuais que pautem o regionalismo e tragam novas palavras para o rol de palavras conhecidas por seus estudantes, são práticas que potencializam esta aprendizagem. Nossos materiais didáticos também fornecem possibilidades de trabalhar estas diferenças.

Essas iniciativas possibilitam a compreensão do que nomeamos como regionalismo, bem como fundam a consciência da vastidão linguística que forma nosso país e nos enriquece para além daquilo que podemos tocar ou comprar.

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