Para incluir é preciso valorizar

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Por que em vez de querer apagar as diferenças que existem entre nós, não criamos maneiras de enaltecê-las?

Inclusão é quase uma palavra de ordem do nosso tempo. Isso reflete o fato de uma sociedade que, pouco a pouco tem parado para refletir sobre questões voltadas à diversidade e se preocupado em criar maneiras de erradicar os estigmas e preconceitos, ainda tão enraizados. Não nascemos preconceituosos, nos tornamos preconceituosos. E essa construção se dá por meio das coisas que ouvimos e aprendemos das pessoas que estão ao nosso redor.

O primeiro lugar de formação de uma criança é a casa, o seio da família. Aquilo que aprendemos, principalmente por meio do exemplo, com nossos pais ou cuidadores nos acompanha boa parte da vida. No entanto, quando uma criança vai à escola, o seu universo se expande. Lá, ela tem a oportunidade de conviver com crianças e pessoas diferentes do seu círculo familiar e, a depender de como essas relações são conduzidas, a escola pode somar com o papel da família e até mesmo preencher alguma lacuna.

Portanto, professor, na sua sala de aula, por sua influência, você pode ensinar aos alunos como terem atitudes mais inclusivas. Quando entendem a importância disso, estarão preparados para formar uma sociedade mais próxima daquilo que é considerado o ideal. Não é sem razão que a educação é considerada por muitos como o segredo para mudar. A evolução depende da maneira de enxergar nossas crianças, adolescentes e jovens e do quanto acreditamos que eles podem fazer a diferença onde estão.

E a pergunta que você deve estar fazendo a essa altura é: como eu posso criar em minha sala de aula um ambiente acolhedor, inclusivo? Confira algumas dicas.

  1. Incentive posturas de acolhimento

Pensar sobre a inclusão faz com que tenhamos salas de aulas cada vez mais diversas, porém a menos que tenhamos uma postura intencional de acolhimento dessas diferenças, a inclusão não será uma realidade. O primeiro passo é: valorizar as diferenças. Pare de tentar minimizá-las. Aceitá-las também não parece suficiente, porque se aceitamos que o outro é diferente de nós, mas, optamos por mantê-lo longe e separado de nós, a inclusão não passa de fachada. O caminho é respeitar as diferenças, valorizando a beleza que há em não sermos todos iguais.

  1. Crie pontos de contato com o diferente

Uma boa dica para promover entendimento e consequente acolhimento é possibilitar que seus alunos entrem em contato com escritores e artistas de diferentes espaços sociais. Autores com necessidades especiais, artistas negros, pensadoras mulheres, por exemplo. Indique livros, promova discussões. Isso servirá, tanto de inspiração para aqueles que se identificam com as histórias, quanto de aprendizado para os outros. Além disso, incentive-os a questionar o porquê de certos dizeres, certos ditados populares e ajude-os a perceber o quanto é preciso desaprender o preconceito.

  1. Dê o exemplo

Se seu aluno tem alguma necessidade especial, procure atendê-la, sempre valorizando a beleza que existe no jeitinho único dele de desenvolver as atividades. Lembre-se, a postura diante da diferença que existe em sua sala de aula, serve de influência e exemplo para quem está observando. Faça o possível para evitar a competitividade entre seus alunos. Do mesmo jeito que cada um tem uma maneira de fazer, cada um tem um tempo. Entender e valorizar isso também é uma maneira de semear a inclusão.

Se nós formos capazes de desconstruir os estigmas e preconceitos dentro de sala de aula, no futuro, teremos famílias melhores, empresas melhores. Porque na convivência com o diferente pode haver crescimento, desde que se tenha a intenção de acolher e valorizar sempre.

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