O que o aluno pode (e deve) aprender sobre setembro amarelo?

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Instituições educacionais precisam se empenhar em ações formativas que trabalhem o tema

O Centro de Valorização à Vida, o Centro Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) lançaram a campanha Setembro Amarelo em 2015 e, desde então, diversas instituições e pessoas mobilizam reflexões e ações de prevenção ao suicídio. O assunto, embora evitado e colocado na redoma de tabu, tem urgência em ser tratado, principalmente em instituições educacionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para o fato de que ele representa a 3ª principal causa de morte entre jovens brasileiros, de 15 a 29 anos.

Uma parte dessa faixa etária está dentro das escolas e, por isso, faz-se necessário pautar a saúde mental como conteúdo e reflexão no espaço educacional. No entanto, pela delicadeza do tema, a pauta deve ser abordada com a devida responsabilidade. Aqui vão algumas sugestões de como fazer isso:

Realize palestras nas escolas

Durante o Setembro Amarelo, a saúde mental toma as redes sociais como tema. Esse engajamento tem sua importância, mas é preciso preocupar-se em trazer ao aluno conteúdos devidamente fundamentados. Fuja de abordagens que se embasam apenas em opiniões, sem respaldo científico.

Saúde mental se configura como um assunto tão necessário quanto delicado e apenas profissionais da área podem diagnosticar e orientar em caso de doenças. Portanto, precisamos abrir espaços para o diálogo com psiquiatras e psicólogos. Sua escola pode ser um desses espaços.

Chame profissionais da saúde para realizarem palestras, conscientizarem os estudantes e os abastecerem com informações confiáveis. Essa iniciativa contribuirá para a formação dos jovens, bem como para o bem-estar deles.

Incentive acompanhamento profissional

É possível que uma palestra não dê conta de acompanhar os estudantes em casos de doenças e transtornos mentais. Muitos alunos precisam de terapia e, quem sabe, de medicação também.

Por isso, oriente os educadores da escola a se atentarem a possíveis sintomas que indicam transtornos nos estudantes. Caso os percebam, esses educadores devem se aproximar para sugerir acompanhamento com psicólogo e, se necessário, psiquiatra. Com a intenção de ajudar, muitas pessoas se dispõem a ouvir, mas a escuta nesses casos demanda conhecimento profissional e o despreparo de muitos corre o risco de prejudicar em vez de ajudar.

O ano inteiro

As duas sugestões tornam os estudantes de sua escola um grupo consciente e que está em um lugar seguro. Lembre que a função de uma instituição educacional vai além da entrega de conteúdos. Ela também deve acolher e prezar pelo bem-estar das crianças e dos jovens, em setembro e em todos os meses.

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